Devocional - 18º Dia

18/08/2019

" Pilatos perguntou: "Que é a verdade?" (Jo 18.38)

A partir desse capítulo, João começa sua narrativa registrando o momento da prisão de Jesus no bosque das Oliveiras. Não havia nenhuma surpresa, o Mestre já estava prepara par esse momento, na verdade nada foge ao seu controle.

Vários fatos nos chamam atenção, mas para não ficar um texto muito extenso, vamos nos ater somente em dois acontecimentos:

O primeiro foi quando Pedro sacou de sua espada e decepou a orelha de Malco, servo do sumo sacerdote. Jesus imediatamente, disse: "Guarde sua espada de volta na bainha. Acaso não beberei o cálice que o Pai me deu?" (v.11)

Quais lições podemos aplicar em nossas vidas? (1) Pedro estava andando com Jesus a mais de três anos e não aprendeu que Ele nunca incitou a violência, muito pelo contrário, pregou somente a paz; (2) Pedro, ainda, não havia entendido o real propósito da missão de Jesus aqui na terra; (3) o "cálice" que deveria ser bebido pelo Mestre, tratava-se de uma linguagem alegórica, referindo-se em realizar a vontade do Pai. E qual era a vontade do Pai? Que fosse cumprido todo o plano de salvar a humanidade de seus pecados.

O segundo fato interessante nesse contexto, quando Jesus foi levado diante de Pilatos, governador da Judeia. Em um dado momento do interrogatório, o líder político pergunta: "Então você é rei?". "Você diz que sou rei", respondeu Jesus. "De fato, nasci e vim ao mundo para testemunhar a verdade. Todos que amam a verdade ouvem minha voz." (v.37). Então, Pilatos faz uma pergunta que, apesar do tempo e da distância, ecoa até hoje nos corações dos homens: "O que é a verdade"?

Ora, o governador da Judeia, certamente foi um homem bem instruído no conhecimento da cultura greco romana, e consequentemente à filosofia. E essa pergunta, de fato, veio com um peso filosófico. Talvez essa indagação tenha surgido como reflexo de uma vida antagônica levada por Pilatos. A história diz, mais precisamente os relatos de Flávio Josefo, historiador e apologista judaico romano, que o governador da Judeia foi considerado um déspota por praticar várias atrocidades contra os judeus.

Talvez, Pilatos tenha vivido uma vida inteira de mentiras - motivo pelo qual perguntou o conceito de verdade - mas agora estava diante Daquele que nunca mentiu, nunca praticou uma desonestidade, nunca fez mal a ninguém, pois Jesus é a própria VERDADE (Jo 14.6). Poderia ter deixado essa vida medíocre e ter uma vida de VERDADE. Mas tudo indica que não aproveitou essa grande oportunidade de transformação.

Pr Iranildo.

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